Prefeito manda abrir comércio em Marcolândia-PI: “cansei de ser manobrado”


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O prefeito de Marcolândia, no Sertão do Piauí, Francisco Pedro de Araújo (PT), popularmente conhecido como Chico Pitu, mostrou que tem atitude e mandou abrir tudo em Marcolândia neste sábado (06).

Chico Pitu, sem papas na língua, disse em áudio enviado a oficial da Polícia Militar que estava cansado de ser manobrado e receber papel do Ministério Público com recomendações restritivas ao funcionamento das atividades econômicas.

O prefeito disse que foi eleito pra mandar e avisou a promotora de Justiça que, se quiser, que feche, pessoalmente, o comércio local.

“Vai ser aberto tudo amanhã, tudo! Prefeito daqui sou eu, eu fui eleito para mandar e não pra ser mandado por ninguém”, finalizou. (GPI)

Pai flagra filho estuprando jovem em Araripina

Caso aconteceu na Vila Bringel. Na residencia do suspeito foi encontrada uma arma de fogo

Por Roberto Gonçalves / Foto: reprodução

Na noite desta sexta-feira (05), policiais militares da 9ª CIPM de Araripina, no Sertão de Pernambuco, foram acionados por uma mulher, informando que sua filha teria sido estuprada por um vizinho. O caso aconteceu na Vila Bringel

De acordo com a PM, a vítima informou que o suspeito teria tirado sua roupa e a dele, e começado a lhe beijar,  momento em que o pai do jovem teria flagrado.

Ainda segundo a polícia, na residencia do suspeito foi encontrada uma arma de fogo tipo artesanal. As partes e a arma apreendida foram levadas para a DPC de Ouricuri.

Patroa da mãe de Miguel pede perdão em carta aberta

Sari Gaspar Côrte Real, patroa da mãe do garoto Miguel Otávio Santana da Silva, 5, que morreu nesta terça-feira (2) após cair do 9º andar de um prédio no Recife, pediu perdão em carta aberta. O menino estava aos cuidados da patroa, enquanto sua mãe, Mirtes Renata de Souza, saíra para passear com a cadela da família. 

“Te peço perdão. Não tenho o direito de falar em dor, mas esse pesar, ainda que de forma incomparável, me acompanhará também pelo resto da vida”, escreve Sari para a mãe do menino. Ela diz que está sendo condenada pela opinião pública. “As redes sociais potencializam o ódio das pessoas. Tenho certeza que a Justiça esclarecerá a verdade”.

Em outro trecho, afirma que reza muito para que Deus possa amenizar o sofrimento de Mirtes e confortar o seu coração. “Na nossa casa, sempre sobrou carinho e amor por você, Miguel e Martinha. E assim permanecerá eternamente.” Sari escreve que não há palavras para descrever o sofrimento da perda irreparável. “Como mãe, sou absolutamente solidária ao seus sofrimento. Miguel é e sempre será um anjo na sua vida e na sua família”. A criança morreu nesta terça-feira (2) após cair do nono andar do edifício residencial Píer Duarte Coelho, mais conhecido como Torres Gêmeas, no bairro de São José. Sari Côrte Real permitiu que ele entrasse no elevador sozinho.

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu Sari em flagrante por homicídio culposo após ela deixar que o menino se deslocasse até o andar mais alto, onde escalou um buraco de ar condicionado, caiu e morreu. Após pagamento de fiança no valor de R$ 20 mil, Sari foi liberada.

Investigadores afirmam que as imagens de circuito interno mostram a mulher observando o menino entrar no elevador no 5º andar e registram o momento em que ela apertou o botão para a cobertura. O menino, segundo o vídeo, acionou os botões do 7º e do 9º andar, onde desembarcou.

No início da tarde desta terça-feira, uma pergunta reverberou nas ruas do Recife durante ato de protesto contra a morte do garoto: “E se fosse ao contrário?”. Os manifestantes se concentraram em frente ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, no centro do Recife. Com cartazes que pediam justiça, seguiram em marcha até o prédio, também na área central da cidade. Algumas pessoas se deitaram no chão e repetiram que “não foi um acidente”. Em frente ao edifício, gritaram a palavra “assassina”. Alguns vestiam uma camisa com uma imagem do garoto.

Em entrevista à Rede Globo, a mãe do garoto disse que confiou o filho à patroa e que esta não teria tido a paciência para retirá-lo do elevador.

“Se fosse ao contrário, eu não teria direito à fiança. É uma vida que se foi por falta de paciência. Não se deixa uma criança sozinha dentro de um elevador”, disse. O nome de Mirtes Renata Souza, mãe de Miguel, consta no quadro de servidores da Prefeitura de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, desde 2017. Ela trabalhava havia quatro anos como empregada doméstica na casa do prefeito do município, Sérgio Hacker (PSB), e da primeira-dama, localizada no Recife.

Em entrevista ao UOL, nesta sexta (5), Mirtes disse que recebia o salário das mãos dos patrões e se disse surpresa com a informação.

A Promotoria de Justiça de Tamandaré instaurou um inquérito civil com a finalidade de apurar possível prática de improbidade administrativa do prefeito Sérgio Hacker no caso da nomeação de Mirtes. A Prefeitura de Tamandaré declarou que só vai falar sobre o assunto na próxima semana. Em nota, afirmou que o prefeito se encontra profundamente abalado e que, no momento próprio e de forma oficial, prestará informações aos órgãos competentes.

No fim da tarde, o PSB comunicou em nota que o partido defende a apuração do caso pelos órgãos de controle e que qualquer ato ilícito seja punido. Mirtes trabalhava na casa da suspeita e levou o filho, Miguel, ao local de trabalho por não tinha com quem deixá-lo. Escolas e creches estão fechadas devido à pandemia do novo coronavírus, e a mulher continuava trabalhando para o casal apesar da alta incidência da doença em Recife. O próprio Hacker anunciou em abril que estava infectado pelo novo coronavírus.

“A responsabilidade legal naquela circunstância era da moradora. A criança permaneceu e estava sob a sua responsabilidade”, disse o delegado responsável pelo caso. “Ela tinha o poder e o dever de cuidar da criança e impedir, em última análise, o trágico resultado que adveio de uma tragédia.” (Via: Folhapress)

Covid-19: Das 184 cidades de Pernambuco, apenas 20 não têm registros da doença, 5 no Sertão do Pajeú

Sétimo estado do Brasil com mais casos do novo coronavírus (38.511), 91% dos municípios pernambucanos já foram afetados pela pandemia. Das 184 cidades, apenas 20 não têm registros da doença, localizadas sobretudo no Sertão. Diante deste quadro, a reportagem do Diário de Pernambuco foi em busca dos motivos por trás deste cenário onde não há ocorrências da Covid-19 e conversou com Neison Freire, pesquisador do Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (Cieg) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), responsável por coordenar um painel que mapeia o alastramento do vírus no estado.

Os municípios, sem casos do coronavírus, de acordo com boletim da Secretaria Estadual de Saúde da última quinta-feira são os seguintes: Beijinho, Ingazeira, Solidão, Calumbí, Flores, Manari, Belém de São Francisco, Manari, Cedro, Mirandiba, Verdejante, Dormentes, Santa Maria da Boa Vista, Exu, Granito, Santa Filomena, Moreilândia, Iati, Calçado e Salgadinho.

Antes de tudo, Neison alerta para dois fatores que contribuem para a falta de ocorrências. Primeiro, o fato de que 90% deles não estão às margens de rodovias federais. “Menos circulação de pessoas e mercadorias. Isso é um fator importante: o isolamento geográfico”, afirmou. Os únicos municípios com trânsito nas rodovias são Belém de São Francisco (BR-316) e Exu (BR-122). “Mesmo assim eles estão em rodovias de baixa movimentação em comparação com a BR-232 ou BR-101”, explicou.

“Menos gente e menos circulação de pessoas, menos trocas com grandes centros regionais”.

O segundo ponto abordado pelo coordenador é o fato de as populações serem de pequeno porte, todas abaixo de 20 mil habitantes. “Menos gente e menos circulação de pessoas, menos trocas com grandes centros regionais. Então são populações que vivem do seu entorno, do seu comércio com sítios”. Além disso, Neison trouxe outros três pontos, com base em uma pesquisa realizada pela Fundaj durante o mês de maio: a rapidez e rigidez das prefeituras em questão. E para isso, foi necessário um comparativo com 20 cidades que registraram ocorrências, levando em conta os maiores graus de variações dos casos. O primeiro fator abordado foram as barreiras sanitárias. Ou melhor, a velocidade com que foram instaladas. No grupo dos municípios sem contaminação, 80% inseriram antes da primeira cidade do grupo de contaminados. “Eles não só instalaram barreiras a mais tempo como tinha município que começou no início do isolamento”, disse, sendo os casos de Angelim (desde 30 de março) e Santa Filomena (desde 1º de abril). Enquanto isso, cidades com registros do vírus utilizaram as barreiras, em média 22 dias antes.

Em relação ao confinamento social, a pesquisa também avaliou, nos dois grupos, se o comércio não essencial estava fechado. No grupo “sem” Covid-19, 11 municípios responderam que “sim”, situação que já dura há aproximadamente 65 dias em média. Já no grupo dos “com” Covid-19, 15 dos 20 municípios estão há aproximadamente 55 dias com o comércio não essencial fechado.

Assim, barreiras sanitárias, decretos de isolamento, fechamento do comércio, menor densidade populacional e isolamento geográficos são os fatores que contribuem para não haver ocorrências nos respectivos municípios. Não há um fator que se sobrepõe, são todos complementarem. “Não é linear. No Sertão a localização é o mais importante, mas no Agreste, que têm mais circulação, as barreiras são mais importantes. É um conjunto de fatores”. A pesquisa também avaliou o período de fechamento das escolas, mas como este ocorreu de maneira uniforme no estado – no dia 18 de março-, não foi detectada diferença. O coordenador evitou traçar um prognóstico se as 20 cidades vão permanecer ilesas pela pandemia. “Não trabalho com previsão nem predição (previsão baseada em mapas). Porque é algo novo, não temos elementos, um padrão conhecido. A pesquisa é para aprender com os padrões. Nenhuma doença se espalhou tão rápido. O que posso dizer é que ainda não chegamos ao pico da pandemia, então ele ainda vai continuar crescendo”, concluiu. (Via DP)

Aplicativo ‘Atende em Casa’ passa a contemplar 161 cidades de Pernambuco, Ouricuri faz parte!!!

Mais 85.006 pessoas passaram a ser beneficiadas nesta sexta-feira (05) pelo “Atende em Casa”, aplicativo que repassa recomendações para usuários que estejam apresentando sintomas gripais.

Entraram no circuito os municípios de Itambé e Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte do Estado, e Machados, no Agreste.

Com as novas inclusões, a tecnologia já atende 161 municípios pernambucanos, beneficiando mais de 8,8 milhões de pessoas – o que equivale a 92,9% da população total do Estado.

A I (20 municípios), V (21), VI (13), VIII (7), IX (11), X (12) e XI (10) Geres já são atendidas em sua totalidade pela tecnologia, uma parceria entre o Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife.

O Atende em Casa passa orientações para a população com sintomas gripais que busca o serviço on-line, seja para manter o isolamento domiciliar ou, após uma teleorientação feita por profissional de saúde, fazer a busca qualificada por um serviço de saúde mais próximo da sua casa. A ferramenta já conta com mais de 76,7 mil usuários cadastrados. Ao todo, após teleorientação, mais de 9 mil pessoas foram orientadas a procurar uma unidade de saúde e mais de 15,6 mil a permanecer em isolamento domiciliar.

O aplicativo, disponível pelo site www.atendeemcasa.pe.gov.br e para smartphones com sistema Android, permite que médicos, enfermeiros ou residentes médicos façam videochamadas e orientações aos usuários. Mais de 100 profissionais de saúde foram treinados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), responsável por coordenar os atendimentos fora do Recife, para atuação no Atende em Casa, reforçando as escalas de plantão.

Os profissionais recebem orientações quanto ao uso do aplicativo, protocolos clínicos da Covid-19 e fluxo de atendimento nas unidades de saúde.

Lista dos municípios contemplados

I Geres: Abreu e Lima, Araçoiaba, Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Chã de Alegria, Chã Grande, Fernando de Noronha, Glória do Goitá, Igarassu, Ipojuca, Ilha de Itamaracá, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Olinda, Paulista, Pombos, Recife, Vitória de Santo Antão, São Lourenço da Mata.

II Geres: Buenos Aires, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, João Alfredo, Lagoa de Itaenga, Lagoa do Carro, Limoeiro, Machados, Nazaré da Mata, Orobó, Passira, Paudalho, Surubim, Tracunhaém, Vertente do Lério, Vicência.

III Geres: Água Preta, Amaraji, Barreiros, Belém de Maria, Catende, Cortês, Escada, Gameleira, Jaqueira, Joaquim Nabuco, Lagoa dos Gatos, Maraial, Palmares, Primavera, Quipapá, Ribeirão, Rio Formoso, São Benedito do Sul, São José da Coroa Grande, Sirinhaém, Tamandaré, Xéxeu.

IV Geres: Agrestina, Alagoinha, Altinho, Barra de Guabiraba, Bezerros, Bonito, Brejo da Madre de Deus, Camocim, Caruaru, Cupira, Gravatá, Ibirajúba, Jataúba, Jurema, Pesqueira, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, São Caetano.
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V Geres: Águas Belas, Angelim, Bom Conselho, Brejão, Caetés, Calçados, Canhotinho, Capoeiras, Correntes, Garanhuns, Iati, Itaíba, Jucati, Jupi, Lagoa de Ouro, Lajedo, Palmerina, Paranatama, Saloá, São João, Terezinha.

VI Geres: Arcoverde, Buíque, Custódia, Ibimirim, Inajá, Jatobá, Manari, Pedra, Petrolândia, Sertânia, Tacaratu, Tupanatinga, Venturosa.

VIII Geres: Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista.

IX Geres: Araripina, Bodocó, Exu, Ipubi, Granito, Moreilândia, Ouricuri, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena, Trindade.

X Geres: Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Iguaracy, Ingazeira, Itapetim, Quixaba, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira, Tuparetama.

XI Geres: Betânia, Calumbi, Carnaubeira, Flores, Floresta, Itacuruba, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Belmonte, Serra Talhada, Triunfo.

XII Geres: Aliança, Camutanga, Ferreiros, Goiana, Itambé, Itaquitinga, Macaparana, São Vicente Férrer, Timbaúba.

Pernambuco se aproxima de 40 mil casos e de 3.300 mortes por coronavírus

A Secretaria de Saúde confirmou, neste sábado (06), 850 novos casos e 65 novas mortes por coronavírus em Pernambuco.

Segundo informe da Secretaria, entre os novos casos, 199 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 651, como leves.

Com os números atualizados neste sábado, Pernambuco totaliza oficialmente 39.361 casos da covid-19, sendo 15.696 graves e 23.665 leves. O total de óbitos pela doença chegou a 3.270 óbitos.

Chega a 70 o número de casos registrados de Covid-19 em Araripina


Foto: Blog do Roberto

O município soma agora 70 casos do novo coronavírus, 36 curas clínicas, três óbitos e dois casos em investigação.

De acordo com a prefeitura, foram realizados 351 testes de Covid-19 na cidade, sendo 307 testes rápidos e 44 exames feitos no Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE).

Polícia investiga contrato de R$ 12,7 milhões do Governo de PE para compra de cestas básicas

O documento assinado entre a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e juventude e a empresa prevê o pagamento de R$ 12,7 milhões por 200 mil cestas

Foto: Reprodução

Um contrato firmado entre o Governo de Pernambuco e uma empresa para distribuição de cestas básicas para famílias carentes durante a pandemia está sendo alvo de inquérito aberto pela Polícia Civil. O documento assinado em maio deste ano entre a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e juventude e a Juntimed produtos farmacêuticos e hospitalares, prevê o pagamento de R$ 12,7 milhões por 200 mil cestas.

Do total, R$ 8 milhões já foram repassados a empresa. Esta semana, as polícias Civil e Federal, Ministério Público Estadual e Controladoria Geral da União deflagraram a operação Inópia, que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços de alvos ligados à Juntimed, que como a razão social sugere, não tem ligação com gêneros alimentícios.

Governo Federal vai propor estender auxílio emergencial em duas parcelas de R$300

O Governo Federal deve estender o auxílio emergencial de R$ 600 pago a trabalhadores mais afetados com a crise causada pela pandemia do coronavírus. Segundo blog da colunista do G1, Ana Flor, o governo bateu o martelo e irá propor ao Congresso um valor adicional, dividido em duas parcelas de R$ 300.

O auxílio foi criado em abril, inicialmente, com previsão de ser pago em três parcelas. A medida custa R$ 150 bilhões aos cofres públicos. 

Escolas deverão ter volta escalonada com aulas presenciais e a distância

Ainda sem consenso sobre datas, a reabertura das escolas será escalonada em um modelo híbrido. Haverá um misto de atividades a distância, com uso de tecnologia, e aulas presenciais.

A volta já é debatida entre secretarias de Educação. O Consed -órgão que reúne os gestores estaduais- tem se debruçado sobre o tema. Estão em análises experiências internacionais, exigências sanitárias e cálculos sobre custos. O MEC (Ministério da Educação) não participa do planejamento. O presidente Jair Bolsonaro já defendeu a abertura das escolas.

O fechamento de escolas no Brasil teve início em março. A medida atingiu as redes públicas de todo o país, além das unidades privadas, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Para tentar garantir o aprendizado nesse período, secretarias têm lançado mão de atividades pela internet, aulas pela TV e envio de materiais impressos para alunos sem conexão.

Agora o novo protocolo do Consed deverá prever, a fim de evitar aglomerações, um retorno por faixa etária. Desta forma, os alunos mais velhos voltariam às escolas antes -crianças menores que contraem o novo coronavírus costumam passar pela Covid-19 de forma assintomática ou com sintomas leves que passam despercebidos, o que as torna um risco maior de disseminação da doença.

As aulas presenciais deverão ser em dias alternados. Também há estudos para a ocupação dos colégios em turnos. Nos dias sem atividades na escola -em que haverá outro grupo nas unidades-, os alunos terão atividades online estruturadas. Os sábados também deverão ser contemplados.

“Teremos um documento orientador para as redes e também um protocolo para diretores, sobre os cuidados sanitários”, diz Laura Souza, secretária-executiva de Educação de Alagoas e responsável pelos estudos no Consed.

O órgão reúne dados de países que já iniciaram a reabertura, como a França, e de órgãos como BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Unesco e Sebrae.

A Undime, que agrupa dirigentes municipais de Educação, também trabalha em protocolos.

Agosto é o mês mais provável para o retorno, aproveitando o início do segundo semestre. Porém, a criação de um calendário unificado é considerada inviável, diz o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder.

“O que deve ser unificado são questões da metragem [de distância entre alunos], uso de máscara, álcool em gel, e regras para merendas”, afirma. Para enfrentar a pandemia, o Paraná elaborou um sistema com aulas transmitidas em quatro canais de TV aberta. Há ainda replicação de conteúdos no YouTube e em ambientes virtuais para as turmas. “Quando voltarmos, os professores vão dominar melhor as ferramentas. Acho que a tecnologia vai somar, nunca vai substituir”, diz Feder.

O modelo híbrido entre aulas presenciais e a distância encontra obstáculos, mais evidentes entre os mais novos e também com relação à realidade de exclusão digital.

Nem todas as redes tiveram condições de negociar pacotes de dados, como fizeram Paraná e São Paulo. A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostra que 21% dos estudantes de 5 a 17 anos da rede pública não têm acesso à internet, segundo tabulação da Consultoria Idados.

A Folha de S.Paulo mostrou que mais de um terço dos alunos de 3º ano do ensino médio de escola pública inscritos no Enem 2018 não tinham internet. A existência de internet banda larga nas escolas é mais um retrato da desigualdade. Dados do MEC de 2018 mostram que, enquanto 93% das escolas públicas de São Paulo têm banda larga, o percentual é de 14% no Amapá.

Especialista em tecnologia na educação Nelson Pretto, professor da UFBA (Universidade Federal da Bahia), diz que não é possível tratar a situação atual como uma “nova normalidade”, uma vez que, sobretudo na educação, nunca houve normalidade.

“A busca pela universalização da educação não foi acompanhada com a mesma intensidade do aumento de número de professores, valorização docente e reforço de infraestrutura”, diz.

O pesquisador afirma que as soluções têm de considerar a diversidade de situações.
“É fundamental não cair nas armadilhas de empresas que vendem soluções tecnológicas como oportunidade de ganhar clientes”, diz. “Se não tivermos conectividade pública, não vamos conseguir nenhuma solução para questões educacionais.”

Por outro lado, diz ele, a pandemia pode ser uma oportunidade para repensar estratégias para educação a partir de agora. “Não adianta sair correndo para dizer como vai ser a educação amanhã, porque não sabemos como vai ser o amanhã.”Dirigentes e especialistas são unânimes sobre o prejuízo de não ter o MEC na liderança desses processos -tanto como articulador de questões pedagógicas quanto no financiamento.

Cálculo do Consed estima um custo acumulado até agora de R$ 1,9 bilhão com medidas durante a pandemia. Entram na conta recursos digitais, formação docente e alimentação escolar. A pasta só manteve neste ano os repasses já previstos antes da explosão da doença. Ausente em ações específicas de enfrentamento à contingência na educação básica, o MEC (Ministério da Educação), comandado por Abraham Weintraub, apenas replicou em nota a mensagem já distribuída em outras oportunidades.

O ministério disse manter diálogo com as redes e citou a criação de um comitê emergencial. No entanto não respondeu qual papel tem desempenhado. Além dos gastos em cursos, os secretários de Educação calculam que as redes terão, como reflexo da frustração de arrecadação, uma redução de R$ 20 bilhões do dinheiro recebido via Fundeb (principal mecanismo de financiamento da educação básica).

Estudo do Movimento Todos Pela Educação e do Instituto Unibanco indica que a perda para os estados pode chegar a R$ 28 bilhões no ano, a depender do impacto na arrecadação de tributos vinculados à educação. (Via: Folhapress)

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