Em novo depoimento, Marcelo Odebrecht buscou amaciar a acusação contra Lula por tráfico de influência em favor da construtora em Angola, reporta o Antagonista.

Repetiu que nunca tratou diretamente com ele nada de ilícito e que as conversas foram feitas por seu pai, Emílio, e por Alexandrino Alencar.

“O presidente Lula era uma pessoa que tinha uma imagem bastante positiva em vários países que a gente atuava. E portanto, ao contratar ele e levar ele para uma palestra, não deixava de ser um trabalho de relações públicas. Então, havia sim, tanto um interesse de ter um trabalho de relações públicas, quanto o interesse de, de algum modo, ajudar o Instituto Lula”, disse.

A denúncia do MPF diz que Lula recebeu pelas palestras por ter ampliado a linha de crédito do BNDES para Angola contratar construtoras brasileiras. O sobrinho, Taiguara, também teria recebido propina, por ter sido contratado pela Odebrecht.