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Mais de 80 juristas, além de 28 coletivos e organizações divulgaram, ontem, uma carta aberta ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contestando a publicação de uma portaria que estabelece a redução da quantidade de funcionários terceirizados e a suspensão do contrato de estagiários da instituição.

As organizações que assinam a carta alegam que existem outros custos e gastos que podem ser priorizados em processos de contingenciamento e que tais medidas desrespeitam o elo mais frágil das relações de poder dentro da instituição.

Neste sentido, os coletivos e as organizações convocam o Ministério Público de Pernambuco a cumprir sua função constitucional de defesa dos interesses sociais e indisponíveis, bem como a oferecer recursos inteligentes e eficazes de como gerar seus recursos diante de uma pandemia: valorizando todos aqueles que por anos contribuíram com a instituição e humanizando as trajetórias e dificuldades que deverão enfrentar a partir dos cortes anunciados.

Em um trecho da carta, destacam ainda que “se nem uma pandemia é capaz de nos fazer refletir sobre as estruturas desiguais com as quais convivemos, ao final do surto epidêmico, uma coisa é certa: há quem irá arcar não só com o bolso, mas também com a própria vida!”.